domingo, 13 de janeiro de 2013

Na noite em que eu me transformei no Pai Natal


            Na véspera de Natal já de noite, decidi ir dar um passeio pela avenida. Quis fugir da azáfama que se vivia na cozinha com os preparativos para a ceia de Natal. A meio do meu passeio, assustei-me pois agarraram-me pelas costas, puseram-me numa carrinha e amarraram-me.
            Estava confuso, respirei fundo e concentrei-me em tentar perceber porque me tinham feito aquilo. Quando me viram a cara ficaram atrapalhados. Pois como estava todo vestido de vermelho e me apanharam de costas pensavam que era o Pai Natal.
            Como o Pai Natal andava desaparecido, perguntaram-me se eu podia ocupar o seu lugar. Eu aceitei logo, pois assim ajudava muitas pessoas a terem um Natal feliz.
            Aceitando a proposta, lá fui eu. Levaram-me até a fábrica dos brinquedos no Pólo Norte, deram-me diversas instruções. E com a lista de endereços e mapas na mão instalei-me no trenó.
            Foi, sem dúvida, uma noite diferente das outras, mas muitíssimo divertida e especial. Tive oportunidade de proporcionar alegria a crianças, adultos e idosos. Concretizei sonhos e desejos. Senti-me muito afortunado por ter tido esta oportunidade única. Só havia um pequeno problema, a minha família deveria estar preocupada com a minha demora. Tinha de arranjar uma boa desculpa. Resolvi enviar uma mensagem de telemóvel, á minha irmã, a dizer que estava bem e regressaria no dia seguinte.
            Quando finalmente, cumpri a minha missão, na manhã seguinte, regressei a casa feliz e cansado.

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